segunda-feira, 28 de agosto de 2023

28 de Agosto - ABOLIÇÃO da Escravidão no império britânico.

 Em 28 de agosto de 1833, o Ato de Abolição da Escravidão foi aprovado no Parlamento
Britânico. Esse ato marcou um passo significativo na direção da abolição gradual da escravidão em todo o Império Britânico. No entanto, é importante ressaltar que a abolição não foi efetivada imediatamente em 1833; ela foi gradual e ocorreu em fases.

O Ato de Abolição da Escravidão de 1833 previa o fim da escravidão em todas as colônias britânicas, mas com um período de transição. O ato declarava que a escravidão seria gradualmente abolida, e os escravizados seriam libertados ao longo de um período de seis anos, conhecido como "período de transição". Durante esse período, os escravizados seriam transformados em "aprendizes" e continuariam a trabalhar nas plantações por um período de tempo limitado, sob supervisão, em troca de moradia e salários baixos.

A abolição completa e imediata da escravidão só ocorreu em todo o Império Britânico em 1838, quando o período de transição chegou ao fim. A Abolição da Escravidão no Império Britânico foi uma conquista importante na luta contra a escravidão e teve impactos significativos nas colônias, nos movimentos abolicionistas e nas relações internacionais da época.

William Wilberforce foi um influente político britânico e líder do movimento abolicionista que lutou pela abolição da escravidão no Império Britânico. Ele desempenhou um papel fundamental na promoção da causa abolicionista ao longo de sua vida.

William Wilberforce 

Wilberforce nasceu em 24 de agosto de 1759 e se tornou membro do Parlamento Britânico em 1780. Ele foi um fervoroso defensor da justiça social e dos valores cristãos, e ao longo de sua carreira política, concentrou seus esforços na luta contra a escravidão.

Ele foi um dos principais impulsionadores do movimento abolicionista no parlamento britânico, fazendo discursos impactantes e apresentando projetos de lei que buscavam a abolição gradual da escravidão. Wilberforce e seus aliados enfrentaram uma forte oposição dos interesses comerciais e de proprietários de plantações que lucravam com a escravidão.

Finalmente, em 28 de agosto de 1833, pouco antes de sua morte, o Ato de Abolição da Escravidão foi aprovado no parlamento britânico, marcando um marco importante na luta abolicionista. O ato deu início ao processo de abolição gradual da escravidão no Império Britânico, exatamente como mencionei anteriormente.

William Wilberforce é lembrado como um herói na luta contra a escravidão e seu nome está associado à conquista da abolição. Sua dedicação e esforços persistentes ajudaram a mudar o curso da história e a influenciar outras nações a também buscarem a abolição da escravidão.


10 fato sobre Abolição da escravidão no Brasil: 




quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Atiradoras soviéticas

Coragem no Front: As franco-atiradoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial


Durante a Segunda Guerra Mundial, as franco-atiradoras soviéticas se destacaram como exemplos notáveis de coragem e habilidade. Essas mulheres extraordinárias, muitas das quais hoje permanecem desconhecidas, desempenharam um papel vital no conflito, enfrentando as forças alemãs com destreza e determinação.

Lyudmila Pavlichenko é um nome que se destaca. Com mais de 300 mortes confirmadas de soldados inimigos, ela se tornou uma lenda entre as franco-atiradoras. Sua proficiência em combate não apenas enfraqueceu o inimigo, mas também inspirou suas camaradas a lutar com firmeza. Roza Shanina também merece destaque, com mais de 50 mortes confirmadas em seu nome. Sua habilidade e dedicação a tornaram uma figura respeitada no campo de batalha.

Essas franco-atiradoras operavam em condições extremamente desafiadoras, muitas vezes enfrentando temperaturas congelantes e ambientes hostis. No entanto, elas persistiram, defendendo sua pátria com tenacidade. Além de suas façanhas individuais, essas mulheres pioneiras abriram caminho para a participação feminina nas forças armadas, desafiando estereótipos de gênero e provando que as mulheres eram igualmente capazes de enfrentar os rigores da guerra.

O legado das franco-atiradoras soviéticas perdura como um testemunho do espírito humano resiliente. Sua coragem e habilidade não apenas influenciaram o curso da Segunda Guerra Mundial, mas também inspiraram gerações futuras a perseguir seus objetivos, independentemente das adversidades. Seu papel vital na história militar e sua capacidade de desafiar normas de gênero são exemplos inspiradores de como o valor e a dedicação podem superar as circunstâncias mais difíceis


sábado, 19 de agosto de 2023

18 de Julho batalha de Waterloo



Dia 18 de junho, do ano de 1815, é aniversário da famosa batalha de Waterloo. Uma batalha que ficou conhecida como a derrota final de Napoleão. Mas essa derrota começou no período de 24 de junho até 14 de dezembro do ano de 1812, Napoleão promoveu a sua desastrosa Campanha da Rússia. O trocadilho inevitável é que ele entrou realmente numa fria. E essa invasão aconteceu porque a Rússia decidiu furar o Bloqueio Continental. Aliás, bloqueio este que acabou sendo responsável pela fuga da família real portuguesa para o Brasil que começa no ano 1807. Mas essa é uma outra história. 


A invasão da Rússia foi uma decisão completamente desastrosa para Napoleão Bonaparte, Em um local como a Rússia, onde não havia campos para saquear a falta de suprimentos afetava diretamente a capacidade das tropas napoleônicas de lutar. Além disso, o rigoroso inverno e os constantes ataques russos foram os fatores que fizeram os franceses recuarem. Dos mais de 500 mil soldados que marcharam com Napoleão, menos de 50 mil retornaram para a França.


Com essa derrota, no ano 1813, os adversários de Napoleão montaram uma nova coalizão e partiram para o ataque. Essa coalizão foi formada por tropas austríacas, prussianas, russas, inglesas, portuguesas, suecas, espanholas e germânicas. O resultado foi a derrota de Napoleão. 

 Napoleão foi enviado para a ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo, para lá permanecer em exílio. A monarquia foi restaurada na França.

Mas o Napo deixou o exílio e voltou a Paris incidindo o período que ficou conhecido como o governo de 100 dias.  Isso se fez necessário porque ingleses, austríacos, prussianos e russos formavam uma nova coalizão para derrotar a França. Napoleão formou um exército com 125 mil soldados e partiu ao ataque antes que seus adversários ficassem fortes demais.

E o Napo tava virado no jiraya:  invadiu a Bélgica, em 15 de junho de 1815, com seus mais de 100 mil soldados, partindo para cima e fazendo correr da Bélgica Tropas Prussianas. 

Animadíssimo e com sangue nos olhos Napo resolveu atacar as tropas inglesas sob comando do "Duque de Wellington"

 O comandante inglês aproveitou-se de uma forte chuva que ocorreu na região e se estabeleceu em um local conhecido como Monte Saint Jean. Os historiadores contam que essa chuva transformou o campo de batalha em um lamaçal.


As tropas de Wellington e Napoleão tinham forças parecidas, cerca de 70 mil soldados, mas as tropas francesas tinham um potencial de artilharia maior. Wellington assumiu uma posição defensiva, posicionando suas tropas com o objetivo de resistir aos ataques promovidos por Napoleão. O objetivo dele era ganhar tempo até que as tropas prussianas chegassem para dar-lhe suporte.


Napoleão só conseguiu atacar próximo do meio-dia, pois teve de esperar o Sol secar o solo da chuva do dia anterior. Desde o meio-dia até as 3 da tarde a luta seguiu indefinida. As tropas de Wellington sofreram muitas baixas, mas também causavam danos consideráveis nos exércitos franceses, até que o ato decisivo dessa batalha aconteceu.


As tropas prussianas lideradas por Blücher foram avistadas e marchavam em direção à batalha para unir esforços a Wellington. 

No final da tarde e começo da noite, as tropas de Napoleão começaram a ceder espaço no campo de batalha e Napoleão Bonaparte foi obrigado a abandonar o campo de batalha. No final da noite, Wellington e Blücher uniram-se e declararam sua vitória.

 

Napoleão retornou a Paris para tentar formar um novo exército, mas a derrota fez com que ele perdesse apoio popular e político. Assim, em 24 de junho de 1815, ele decidiu abdicar do trono pela segunda vez.

Napo cogitou fugir para os Estados Unidos, mas seu plano fracassou porque os portos franceses estavam bloqueados por embarcações inglesas. Ele foi preso e enviado para um segundo exílio, mas dessa vez na distante ilha de Santa Helena, localizada no Atlântico Sul. Nessa ilha, Napoleão faleceu em 1821.


@seuprofessordehistória


➡️ Dia do historiador

➡️ A história fascina, quase nunca, infelizmente, dentro das escolas. Entretanto, no dia a dia, é possível vê-la em tudo. No rosto dos pais, nas marcas de expressão dos avós, nas mudanças que já aconteceram em nosso bairro, na música que nos faz lembrar de uma época, etc. Em suma, você e eu, que somos e estamos no presente, produzimos história. Que a minha e a sua sejam repletas de diferença, de coragem e força e, sem que isso seja necessário um contra senso, de leveza. Deus abençoe aos senhores alunos, professores, amantes e, sobretudo, "fazedores" de história. 


  @seuprofessordehistoria


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